Santa Catarina passou a liderar o ranking nacional de alfabetização ao registrar a menor taxa de analfabetismo do país entre pessoas com 15 anos ou mais. O índice caiu de 1,9% em 2024 para 1,5% em 2025, o menor percentual desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2016.
Os dados, divulgados nesta sexta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que cerca de 101 mil catarinenses ainda não sabem ler e escrever. Em comparação com o ano anterior, houve uma redução de aproximadamente 25 mil pessoas nessa condição.
Com o novo resultado, Santa Catarina ultrapassou o Distrito Federal, que liderava o ranking nos últimos três anos e agora aparece na quarta colocação. Na sequência estão Rio de Janeiro (1,6%) e São Paulo (1,9%).
Desde 2016, a taxa de analfabetismo em Santa Catarina caiu de 2,7% para 1,5%, mantendo uma trajetória de redução pelo terceiro ano consecutivo.
O levantamento também aponta que o analfabetismo é mais elevado entre a população idosa. Entre pessoas com 60 anos ou mais, a taxa chega a 4,9%, mais de três vezes superior à média estadual. Das 101 mil pessoas analfabetas em Santa Catarina, 62 mil estão nessa faixa etária.
Em relação ao gênero, a taxa de analfabetismo entre as mulheres é de 1,6%, ligeiramente acima da registrada entre os homens, de 1,5%.
Outro dado destacado pelo IBGE é a redução da desigualdade racial no acesso à alfabetização. Entre a população preta e parda, a taxa de analfabetismo é de 2,4%, enquanto entre a população branca o índice é de 1,3%. A diferença entre os grupos caiu de 3,1 para 1,1 ponto percentual desde 2016.
O estudo também mostra avanços na escolaridade dos catarinenses. Dos 5,5 milhões de moradores com mais de 25 anos, 60% concluíram a educação básica, índice superior à média nacional, de 57,4%. Além disso, Santa Catarina possui a quinta maior média de anos de estudo do país, com 10,8 anos de escolaridade.
No cenário nacional, a taxa de analfabetismo também apresentou queda, passando de 5,3% em 2024 para 4,9% em 2025, o menor índice já registrado no Brasil.

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